Sunday, December 03, 2006

Bar Tejo 1



Boa noite S.Nicolau dos telhados de Alfama,
Até já águas turvas com reflexos seus,
São seus os meus trilhos e a luz, e morre o fado,
Agora sempre, agora aqui somos Deuses Ateus,
Invoca-se o outrora em versos santénicos
E recordo agora com saudade os calhamaços que eu lia,
Pó paira à brisa da desfolha da Bíblia…
E morre o abade, sepultura diária,
Assassino-me do hoje todos os dias,
Mas hoje deixo isso para amanhã,
Este vale a pena arrastar no tempo
E prová-lo logo pela manhã, cálice inspirador,
Merda do fado…anseio o hoje do amanhã,
Espera…estupidez…belo ritmo!
Serão as ondas do Tejo?
Penetra-se de maresia,
Mas será sempre o Tejo,
O de ontem, de hoje
E do amanhã,
Talvez também o do bar,
O Tejo

:::samantar mohi:::

28/10/2006

2 Comments:

Blogger Naeno said...

para as lembranças não se acabarem, não se romperem os laços, não quebrarem-se os cristais, nem irem os anéis nem os dedos.

Chorar

Chorar me lembra o nascimento de um rio.
Que destino levará tanta água de sabor.
O mar é o lenço que absorve a correnteza,
Sem saber bem da certeza
Que levou tanto chorar.

Mas se prossegue o coração achando um jeito,
E a vontade ainda no peito,
De tanto se desejar.
Aí não mais me lembra o rio sem destino,
Me lembra a chuva pedida
Que fará o chão rasgar.

um beijo
Naeno

Friday, 29 December, 2006

 
Blogger Jaime A. said...

O Teja que tudo limpa,
varre as saudades,
leva as farpas doces,
o ser que fui,
a melancolia agreste,
pedaços de maresia
calcam a minha vida,
assassinada todos os dias,
retornada sempre
pelo meu rio
que banha a minha aldeia.

Um abraço

Saturday, 05 May, 2007

 

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